{"id":4012,"date":"2026-11-01T08:10:05","date_gmt":"2026-11-01T11:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-12\/"},"modified":"2026-11-01T08:10:05","modified_gmt":"2026-11-01T11:10:05","slug":"episodio-12","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-12\/","title":{"rendered":"Epis\u00f3dio 12: A Primeira Rachadura"},"content":{"rendered":"<style>\n.sdc-wrap{--ink:#18252d;--muted:#5b6570;--gold:#b88730;--green:#116458;--paper:#fbfaf6;color:var(--ink);font:18px\/1.78 Georgia,serif;max-width:820px;margin:0 auto;padding:10px 0 48px}.sdc-wrap *{box-sizing:border-box}.sdc-wrap h1,.sdc-wrap h2,.sdc-wrap h3{line-height:1.23;color:#14222a}.sdc-wrap h1{font-size:clamp(34px,6vw,54px);letter-spacing:-.035em;margin:.25em 0 .55em}.sdc-wrap h2{font-size:clamp(25px,4vw,33px);margin:2.2em 0 .7em}.sdc-wrap h3{font-size:22px;margin:1.8em 0 .55em}.sdc-eyebrow,.sdc-meta,.sdc-nav,.sdc-note,.sdc-card small,.sdc-credits{font-family:system-ui,sans-serif}.sdc-eyebrow{font-size:12px;font-weight:700;letter-spacing:.13em;text-transform:uppercase;color:#80652f}.sdc-hero{width:100%;aspect-ratio:16\/9;object-fit:cover;border-radius:14px;margin:18px 0 24px;background:#0c332f}.sdc-lead{font-size:21px;line-height:1.65}.sdc-note{border-left:5px solid var(--gold);background:#f3ecdc;padding:17px 20px;margin:26px 0;font-size:15px;line-height:1.58}.sdc-note p{margin:.4em 0}.sdc-note-imagined{border-color:var(--green);background:#e8f1ed}.sdc-credits{font-size:14px;line-height:1.6;color:var(--muted);margin:26px 0}.sdc-nav{display:flex;justify-content:space-between;gap:12px;flex-wrap:wrap;border-top:1px solid #d8d3c7;border-bottom:1px solid #d8d3c7;padding:15px 0;margin:28px 0;font-size:15px}.sdc-nav a{font-weight:650}.sdc-grid{display:grid;grid-template-columns:repeat(auto-fit,minmax(235px,1fr));gap:13px;padding:0;list-style:none}.sdc-card{display:block;height:100%;padding:16px 18px;border:1px solid #ddd6c8;border-radius:10px;background:#fff;text-decoration:none!important;box-shadow:0 3px 12px rgba(22,34,42,.04)}.sdc-card:hover{border-color:var(--gold);transform:translateY(-1px)}.sdc-card small{display:block;color:var(--green);font-size:11px;font-weight:800;letter-spacing:.1em;margin-bottom:4px}.sdc-card strong{color:#192b31}.sdc-divider{border:0;border-top:1px solid #d8d3c7;margin:42px auto;width:100px}.sdc-wrap blockquote{border-left:4px solid #c8b17b;margin:1.5em 0;padding:.25em 0 .25em 1.2em;color:#3f4b52}.sdc-wrap hr{border:0;border-top:1px solid #d8d3c7;margin:38px auto;width:90px}.sdc-wrap p{overflow-wrap:break-word}.sdc-kicker{display:inline-block;border:1px solid #bcd1ca;border-radius:999px;padding:5px 11px;color:var(--green);font:700 12px\/1.2 system-ui,sans-serif;letter-spacing:.04em}.sdc-wrap a{color:#165c75;text-underline-offset:3px}@media(max-width:520px){.sdc-wrap{font-size:18px}.sdc-nav a{width:100%}.sdc-hero{border-radius:8px}}\n.sdc-episode-hero{width:100%;aspect-ratio:16\/9;object-fit:cover;border-radius:14px;margin:20px 0 10px;background:#0c332f}.sdc-card{padding:0;overflow:hidden}.sdc-card img{display:block;width:100%;aspect-ratio:16\/9;object-fit:cover}.sdc-card span{display:block;padding:13px 16px 16px}@media(max-width:520px){.sdc-episode-hero{border-radius:8px}}\n<\/style>\n<article class=\"sdc-wrap\">\n<p class=\"sdc-eyebrow\">Passado Presente Futuro \u00b7 Saga dos C\u00e9us<\/p>\n<h1>Epis\u00f3dio 12: A Primeira Rachadura<\/h1>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"sdc-episode-hero\" src=\"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/saga-dos-ceus-episodio-12.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o do epis\u00f3dio 12: A Primeira Rachadura\"><\/p>\n<nav class=\"sdc-nav\" aria-label=\"Navega\u00e7\u00e3o entre epis\u00f3dios\"><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-11\/\">\u2190 Epis\u00f3dio 11<\/a><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/\">Todos os epis\u00f3dios<\/a><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-13\/\">Epis\u00f3dio 13 \u2192<\/a><\/nav>\n<h2>Cap\u00edtulo 1 \u2014 O deus que n\u00e3o veio lutar<\/h2>\n<p>Seiya deu um passo \u00e0 frente e levantou o punho na dire\u00e7\u00e3o do c\u00e9u rachado.<\/p>\n<p>\u2014 Abaixa o bra\u00e7o, garoto.<\/p>\n<p>A voz de Apolo n\u00e3o foi alta. Foi pior que alta: foi <strong>perto<\/strong>. Soou como se ele estivesse falando no ouvido de cada um dos cinco ao mesmo tempo, mesmo estando a trezentos metros de altura.<\/p>\n<p>\u2014 Eu n\u00e3o vim lutar.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea apagou a cabe\u00e7a de todo mundo que eu conhe\u00e7o \u2014 rosnou Seiya.<\/p>\n<p>\u2014 Apaguei.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea&hellip;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Eu apaguei<\/strong> \u2014 repetiu Apolo, sem se defender. \u2014 E eu faria de novo hoje, e amanh\u00e3, e em todos os dias que viessem depois.<\/p>\n<p>Ele desceu devagar, e os p\u00e9s dele pararam a um palmo do ch\u00e3o de cinzas, porque deus n\u00e3o pisa em cinza.<\/p>\n<p>De perto, era o rosto mais bonito que qualquer um daqueles cinco j\u00e1 tinha visto \u2014 e, ao mesmo tempo, o mais cansado.<\/p>\n<p>Ele olhou s\u00f3 para a Atena.<\/p>\n<p>\u2014 Irm\u00e3.<\/p>\n<p>\u2014 Apolo.<\/p>\n<p>\u2014 Volta a dormir.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 2 \u2014 A oferta<\/h2>\n<p>A Atena n\u00e3o respondeu na hora.<\/p>\n<p>\u2014 Eu te dou isso de novo \u2014 continuou ele, e era quase um pedido. \u2014 Eu apago tudo outra vez. Voc\u00ea volta a ser uma mo\u00e7a de vila, com um nome bonito e uma vida pequena. Eles voltam para as casas deles. Ningu\u00e9m sofre.<\/p>\n<p>\u2014 E depois?<\/p>\n<p>\u2014 E depois voc\u00eas envelhecem. \u2014 Apolo abriu as m\u00e3os. \u2014 Voc\u00eas envelhecem, irm\u00e3. Voc\u00eas ficam velhos, e morrem de velhice, numa cama, cercados de gente. Eu passei um ano inteiro segurando o c\u00e9u fechado para dar isso a voc\u00eas, e ningu\u00e9m nunca vai saber.<\/p>\n<p>Shiryu, atr\u00e1s, fechou os olhos.<\/p>\n<p>Porque era verdade. Dava para ouvir que era verdade.<\/p>\n<p>\u2014 E se eu n\u00e3o voltar a dormir? \u2014 perguntou Atena.<\/p>\n<p>Apolo demorou a responder.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o ele vai ver voc\u00eas.<\/p>\n<p>\u2014 Zeus.<\/p>\n<p>\u2014 Nosso pai. \u2014 A voz dele ficou menor. \u2014 E ele j\u00e1 decidiu, irm\u00e3. Ele decidiu antes de voc\u00ea nascer de novo, decidiu na \u00faltima guerra, e decidiu de novo na anterior. Ele est\u00e1 cansado. Ele disse, na frente dos doze, que se houver mais <strong>uma<\/strong> Guerra Santa nesta Terra, ele n\u00e3o vai julgar os culpados.<\/p>\n<p>\u2014 Ele vai julgar o qu\u00ea?<\/p>\n<p>E Apolo disse:<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O ch\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 3 \u2014 A resposta de Atena<\/h2>\n<p>A Atena ficou muito quieta.<\/p>\n<p>Ela olhou para os cinco em volta dela \u2014 o Seiya com a armadura amassada, o Shiryu com o escudo rachado, o Hyoga ainda molhado da Sib\u00e9ria, o Shun segurando uma flor, o Ikki de bra\u00e7os cruzados fingindo n\u00e3o estar escutando.<\/p>\n<p>E depois ela olhou para o irm\u00e3o parado no ar.<\/p>\n<p>\u2014 Me responde uma coisa.<\/p>\n<p>\u2014 Pergunta.<\/p>\n<p>\u2014 Nesse ano em que eu estava dormindo&hellip; o mundo ficou melhor?<\/p>\n<p>Apolo n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>\u2014 Eu estive l\u00e1 embaixo, Apolo. Eu morei numa vila. \u2014 A voz dela foi ficando firme. \u2014 E eu vi gente ficando esquisita. Gente de olho vazio empurrando gente na pra\u00e7a. Pessoas brigando sem saber por qu\u00ea. Uma mulher que cochicha andando entre eles.<\/p>\n<p>Ela apontou para Ker, que assistia a tudo encostada numa coluna, divertindo-se enormemente.<\/p>\n<p>\u2014 Enquanto eu dormia, <strong>ela<\/strong> trabalhava.<\/p>\n<p>Apolo n\u00e3o olhou para Ker. Nem uma vez.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o essa \u00e9 a escolha que voc\u00ea est\u00e1 me oferecendo \u2014 disse Atena. \u2014 Ou eu durmo e o mundo apodrece devagar com ela solta l\u00e1 dentro, ou eu acordo e o nosso pai apaga tudo de uma vez.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n<p>\u2014 Que escolha horr\u00edvel.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9. \u2014 E ele disse, com uma honestidade que machucava: \u2014 Eu procurei uma melhor durante um ano inteiro. N\u00e3o existe.<\/p>\n<p>E a Atena de Rodorio, que tinha passado doze meses sem saber quem era, ergueu o queixo e deu a resposta dela:<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o eu fico acordada.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 4 \u2014 A regra<\/h2>\n<p>Por um segundo, deu para ver uma coisa passar pelo rosto de Apolo que n\u00e3o era raiva.<\/p>\n<p>Era al\u00edvio.<\/p>\n<p>Foi r\u00e1pido, e sumiu, e ele nunca admitiria \u2014 mas o Shiryu viu, e guardou.<\/p>\n<p>\u2014 Eu imaginei que voc\u00ea diria isso \u2014 ele falou. \u2014 Ent\u00e3o escuta a \u00fanica coisa que eu ainda posso fazer por voc\u00eas.<\/p>\n<p>Ele ergueu a m\u00e3o, e a rachadura no c\u00e9u come\u00e7ou a se fechar sozinha, como uma ferida ao contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u2014 Eu vou segurar o c\u00e9u fechado o m\u00e1ximo que eu conseguir. Mas tem um limite, e o limite n\u00e3o sou eu.<\/p>\n<p>\u2014 Qual \u00e9?<\/p>\n<p>\u2014 Guerra Santa \u2014 disse Apolo. \u2014 N\u00e3o \u00e9 briga. N\u00e3o \u00e9 soco. N\u00e3o \u00e9 voc\u00eas se defenderem de bandido na estrada. Guerra Santa \u00e9 outra coisa: \u00e9 quando sangue \u00e9 derramado <strong>no nome de um deus<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele olhou para cada um dos cinco.<\/p>\n<p>\u2014 No dia em que um de voc\u00eas matar algu\u00e9m em nome dela, o c\u00e9u abre sozinho, e nem eu nem ningu\u00e9m consegue fechar de novo.<\/p>\n<p>Seiya engoliu em seco.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o a gente&hellip;<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00eas n\u00e3o podem lutar uma Guerra Santa. \u2014 Apolo j\u00e1 estava subindo. \u2014 Podem viver. Podem se defender. Podem at\u00e9 apanhar.<\/p>\n<p>A \u00faltima coisa que ele disse ficou pairando no deserto de cinzas depois que a luz j\u00e1 tinha apagado:<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Mas n\u00e3o podem vencer.<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 5 \u2014 O caminho de casa \u00e9 mais dif\u00edcil<\/h2>\n<p>Eles voltaram para Rodorio em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Um sil\u00eancio pesado, daqueles que ningu\u00e9m quebra porque todo mundo est\u00e1 fazendo a mesma conta por dentro e chegando no mesmo resultado ruim.<\/p>\n<p>Foi o Hyoga quem falou primeiro, j\u00e1 na estrada da vila.<\/p>\n<p>\u2014 Vamos deixar claro o que a gente acabou de combinar.<\/p>\n<p>\u2014 Fala.<\/p>\n<p>\u2014 Tem uma deusa antiga solta no mundo, mexendo na cabe\u00e7a das pessoas. \u2014 Ele contou nos dedos. \u2014 A gente sabe quem \u00e9. A gente sabe onde ela est\u00e1. A gente \u00e9 capaz de enfrentar ela.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n<p>\u2014 E a gente <strong>n\u00e3o pode<\/strong>.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n<p>Ikki chutou uma pedra para fora da estrada.<\/p>\n<p>\u2014 Eu odeio isso.<\/p>\n<p>\u2014 Todo mundo odeia \u2014 disse Shiryu.<\/p>\n<p>E o Seiya, que \u00e9 o mais barulhento dos cinco, n\u00e3o falou nada o caminho inteiro. Nem uma piada.<\/p>\n<p>S\u00f3 o Shun olhou para tr\u00e1s uma vez, l\u00e1 no alto da estrada, antes de a vila aparecer.<\/p>\n<p>E ficou olhando para o nada por tempo demais.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 6 \u2014 A estufa quebrada<\/h2>\n<p>Naquela noite, o Shun n\u00e3o conseguiu dormir e foi para a estufa.<\/p>\n<p>Ou para o que tinha sobrado dela.<\/p>\n<p>O teto estava no ch\u00e3o. Metade dos vidros, estilha\u00e7ada. Os vasos todos virados. Era o estrago da briga com o irm\u00e3o, e fazia tr\u00eas dias que ningu\u00e9m tinha tido cabe\u00e7a para arrumar.<\/p>\n<p>Shun come\u00e7ou a juntar caco de vidro com as m\u00e3os, no escuro, porque ele \u00e9 o tipo de pessoa que arruma as coisas quando est\u00e1 nervoso.<\/p>\n<p>E, no canteiro do fundo, as flores que n\u00e3o murcham continuavam abertas, como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea estraga tudo \u2014 ele disse para si mesmo, baixinho.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m respondeu.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o ele ouviu uma voz atr\u00e1s dele dizer, com uma do\u00e7ura enorme:<\/p>\n<p>\u2014 Que coisa feia de se falar sobre voc\u00ea mesmo, meu amor.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 7 \u2014 O cochicho<\/h2>\n<p>Shun se virou num pulo.<\/p>\n<p>Ker estava sentada na mureta da estufa, descal\u00e7a, balan\u00e7ando os p\u00e9s, com a m\u00e3o enfaixada no colo.<\/p>\n<p>As duas correntes apareceram nos bra\u00e7os dele instantaneamente \u2014 do nada, com um chocalhar met\u00e1lico \u2014 e se levantaram no ar como duas cobras prontas.<\/p>\n<p>Elas tinham sentido um deus.<\/p>\n<p>\u2014 Nossa. \u2014 Ker olhou para as correntes com admira\u00e7\u00e3o sincera. \u2014 Que bichinhos espertos. Eles sabem o que eu sou mesmo sem voc\u00ea saber.<\/p>\n<p>\u2014 Sai da minha casa.<\/p>\n<p>\u2014 Eu n\u00e3o encostei em nada. \u2014 Ela ergueu as m\u00e3os. \u2014 Eu vim conversar. S\u00f3 isso. Voc\u00ea pode mandar as correntes em mim, se quiser. N\u00e3o vai adiantar, mas pode.<\/p>\n<p>Shun n\u00e3o mandou.<\/p>\n<p>E esse foi o primeiro erro da noite \u2014 n\u00e3o por covardia, mas por educa\u00e7\u00e3o, que no caso dele d\u00e1 no mesmo.<\/p>\n<p>\u2014 O que voc\u00ea quer?<\/p>\n<p>\u2014 Quero te fazer uma pergunta que ningu\u00e9m nunca te fez. \u2014 Ker inclinou a cabe\u00e7a. \u2014 Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar <strong>por que foi voc\u00ea<\/strong>?<\/p>\n<p>\u2014 Por que foi eu o qu\u00ea?<\/p>\n<p>E ela disse, bem devagar, saboreando:<\/p>\n<p>\u2014 Por que foi o <strong>seu<\/strong> corpo que o deus dos mortos escolheu para morar.<\/p>\n<p>A estufa ficou gelada.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 8 \u2014 A rachadura<\/h2>\n<p>Shun n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>Porque ele j\u00e1 tinha pensado nisso. Muitas vezes. Sozinho. \u00c0 noite. E nunca tinha falado com ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>\u2014 Todo mundo te disse que foi azar, n\u00e3o foi? \u2014 continuou Ker, com pena verdadeira na voz. \u2014 Ou que foi o destino. Ou que foi porque voc\u00ea tinha a alma mais pura.<\/p>\n<p>Ela desceu da mureta.<\/p>\n<p>\u2014 Mentira, meu amor. Eu vou te contar a verdade, porque eu gosto de voc\u00ea.<\/p>\n<p>Deu um passo.<\/p>\n<p>\u2014 Hades n\u00e3o escolheu voc\u00ea por voc\u00ea ser puro. Ele escolheu voc\u00ea porque voc\u00ea \u00e9 <strong>f\u00e1cil de entrar<\/strong>.<\/p>\n<p>\u2014 Para.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea nunca empurra ningu\u00e9m para fora, Shun. Essa \u00e9 a sua coisa mais bonita e \u00e9 o seu buraco. \u2014 A voz dela ficou mais baixa, mais carinhosa. \u2014 Voc\u00ea deixa todo mundo entrar. Voc\u00ea sempre deixou. Um deus olhou para uma fila de gente e escolheu a porta que estava destrancada.<\/p>\n<p>Shun deu um passo para tr\u00e1s e bateu nos escombros.<\/p>\n<p>\u2014 E, se a porta \u00e9 destrancada \u2014 disse Ker \u2014, \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de tempo at\u00e9 algu\u00e9m entrar de novo.<\/p>\n<p>As correntes tremeram no ar.<\/p>\n<p>\u2014 Agora pensa comigo, com calma, que \u00e9 o jeito de pensar que voc\u00ea gosta. \u2014 Ela juntou as m\u00e3os. \u2014 Tem uma regra nova no mundo: ningu\u00e9m pode matar em nome da sua deusa, ou o c\u00e9u abre.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sei.<\/p>\n<p>\u2014 E voc\u00ea sabe quem \u00e9 o perigo de verdade nessa hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>Ela sorriu.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o \u00e9 o Seiya. Ele \u00e9 barulhento, mas ele s\u00f3 bate em quem bate primeiro. N\u00e3o \u00e9 o de gelo, nem o do drag\u00e3o.<\/p>\n<p>E ela apontou para o peito do Shun.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 <strong>voc\u00ea<\/strong>. Porque voc\u00ea \u00e9 o \u00fanico deles em quem alguma coisa pode entrar e fazer a matan\u00e7a no lugar dele.<\/p>\n<p>Shun ficou branco.<\/p>\n<p>\u2014 Imagina a cena, querido: um dia qualquer, daqui a um m\u00eas. Voc\u00ea est\u00e1 regando as suas flores. E alguma coisa entra por essa portinha que voc\u00ea nunca trancou, usa as suas m\u00e3os, mata algu\u00e9m em nome da Atena \u2014 e o c\u00e9u abre, e o mundo acaba.<\/p>\n<p>Ela abriu os bra\u00e7os.<\/p>\n<p>\u2014 E a culpa vai ser de quem?<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 9 \u2014 A oferta<\/h2>\n<p>Shun estava de joelhos no meio dos cacos sem ter percebido que tinha ca\u00eddo.<\/p>\n<p>\u2014 Eu posso resolver isso \u2014 disse Ker, agachando na frente dele.<\/p>\n<p>\u2014 Como?<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Deixa eu entrar.<\/strong><\/p>\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n<p>\u2014 Eu entro, eu tranco a porta por dentro, e ningu\u00e9m mais usa voc\u00ea. \u2014 Ela falava com a maior naturalidade do mundo. \u2014 E a\u00ed quem luta sou eu. Quem mata, se precisar matar, sou eu. E ningu\u00e9m vai poder dizer que foi em nome da Atena, porque eu n\u00e3o sirvo a ela.<\/p>\n<p>Ela estendeu a m\u00e3o enfaixada.<\/p>\n<p>\u2014 Os seus amigos ficam limpos. O c\u00e9u fica fechado. E voc\u00ea nunca mais precisa ter medo de si mesmo.<\/p>\n<p>E a coisa mais assustadora dessa cena \u00e9 que o Shun <strong>pensou<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o por meio segundo. Pensou mesmo, com o cora\u00e7\u00e3o batendo devagar, porque aquilo parecia a coisa mais generosa que ele podia fazer pelas pessoas que ele amava.<\/p>\n<p>Que \u00e9 exatamente como esse tipo de ideia sempre chega.<\/p>\n<p>Ele levantou a m\u00e3o alguns cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>E as duas correntes, no ar acima dele, <strong>giraram<\/strong>.<\/p>\n<p>Giraram e apontaram as pontas para baixo.<\/p>\n<p>Para ele.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 10 \u2014 &ldquo;Olha para mim&rdquo;<\/h2>\n<p>\u2014 <strong>SHUN!<\/strong><\/p>\n<p>A voz veio da porta da estufa e foi acompanhada de uma onda de calor que fez os cacos de vidro do ch\u00e3o tremerem.<\/p>\n<p>Ikki.<\/p>\n<p>Ele atravessou a estufa em tr\u00eas passos e ficou entre o irm\u00e3o e a deusa, com o punho aceso.<\/p>\n<p>\u2014 Ah \u2014 disse Ker, levantando-se sem pressa. \u2014 O bravo.<\/p>\n<p>\u2014 Sai de perto dele.<\/p>\n<p>\u2014 J\u00e1 estou indo. \u2014 Ela sacudiu a poeira do vestido. \u2014 A gente estava s\u00f3 conversando. Ele ainda nem me respondeu.<\/p>\n<p>E ela foi embora andando, normal, como quem sai de uma visita \u2014 e sumiu no escuro antes de chegar na estrada.<\/p>\n<p>Ikki se virou.<\/p>\n<p>O Shun estava de joelhos no ch\u00e3o, com as m\u00e3os abertas no colo, olhando para as pr\u00f3prias correntes \u2014 que ainda apontavam para ele.<\/p>\n<p>E elas s\u00f3 baixaram quando o Shun come\u00e7ou a chorar.<\/p>\n<p>\u2014 Ikki.<\/p>\n<p>\u2014 Estou aqui.<\/p>\n<p>\u2014 As correntes apontaram para mim.<\/p>\n<p>\u2014 Eu vi.<\/p>\n<p>\u2014 Elas <strong>sentiram<\/strong> alguma coisa dentro de mim, Ikki.<\/p>\n<p>E o Ikki \u2014 que n\u00e3o \u00e9 bom com palavra nenhuma, que nunca soube consolar ningu\u00e9m, que a vida inteira resolveu tudo no soco \u2014 se ajoelhou na frente do irm\u00e3o ca\u00e7ula no meio dos cacos de vidro e fez a \u00fanica coisa certa que tinha para fazer.<\/p>\n<p>Segurou o rosto dele com as duas m\u00e3os.<\/p>\n<p>\u2014 Olha para mim.<\/p>\n<p>\u2014 Ikki&hellip;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Olha para mim.<\/strong><\/p>\n<p>Shun olhou.<\/p>\n<p>\u2014 Repete o que ela te disse.<\/p>\n<p>\u2014 Ela disse que eu sou uma porta destrancada. Que \u00e9 por isso que me escolheram. Que o perigo sou eu. \u2014 A voz dele quebrou. \u2014 E, Ikki&hellip; \u00e9 verdade. Tudo que ela falou \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n<p>Shun piscou.<\/p>\n<p>\u2014 &hellip;O qu\u00ea?<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 verdade \u2014 disse Ikki. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 f\u00e1cil de entrar. Voc\u00ea deixa todo mundo entrar. Isso \u00e9 verdade e sempre foi.<\/p>\n<p>Ele apertou mais o rosto do irm\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Agora escuta a parte que ela n\u00e3o te contou.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 11 \u2014 A parte que ela n\u00e3o contou<\/h2>\n<p>\u2014 Eu entrei por essa porta \u2014 disse Ikki.<\/p>\n<p>Shun ficou im\u00f3vel.<\/p>\n<p>\u2014 Faz tr\u00eas dias. Eu cheguei aqui sem lembrar quem eu era, eu te ataquei dentro da sua pr\u00f3pria casa, eu queimei a sua estufa e eu quase te matei. \u2014 A voz dele estava dura, mas n\u00e3o com o irm\u00e3o. \u2014 E voc\u00ea n\u00e3o trancou a porta. Voc\u00ea abriu mais.<\/p>\n<p>\u2014 Ikki&hellip;<\/p>\n<p>\u2014 O Seiya entrou. A Atena entrou. Aquele velho da vila entrou. Um monte de gente entra em voc\u00ea todo dia, Shun, e sai melhor do que entrou.<\/p>\n<p>Ele soltou o rosto do irm\u00e3o e sentou nos calcanhares.<\/p>\n<p>\u2014 Uma vez, uma \u00fanica vez, entrou uma coisa ruim. E o que aconteceu?<\/p>\n<p>\u2014 &hellip;<\/p>\n<p>\u2014 <strong>Voc\u00ea expulsou.<\/strong> \u2014 Ikki apontou para ele. \u2014 Voc\u00ea, sozinho, por dentro, enquanto todo mundo estava achando que tinha acabado. Voc\u00ea \u00e9 a \u00fanica pessoa na hist\u00f3ria do mundo que botou um deus para fora de dentro de si mesmo.<\/p>\n<p>Shun come\u00e7ou a chorar de novo, de outro jeito.<\/p>\n<p>\u2014 E a\u00ed vem essa mulher \u2014 Ikki levantou \u2014 e pega a coisa mais corajosa que voc\u00ea j\u00e1 fez na vida e te conta ela ao contr\u00e1rio, como se fosse defeito.<\/p>\n<p>Ele estendeu a m\u00e3o para o irm\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 isso que ela faz, Shun. Ela n\u00e3o inventa mentira. <strong>Ela pega uma verdade e vira do avesso.<\/strong><\/p>\n<p>E, pela primeira vez na vida, o Shun aceitou uma m\u00e3o sem pensar duas vezes e se levantou.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cap\u00edtulo 12 \u2014 Ela n\u00e3o ficou chateada<\/h2>\n<p>Longe dali, na estrada escura que desce de Rodorio, Ker caminhava sozinha, assoviando.<\/p>\n<p>E estava de \u00f3timo humor.<\/p>\n<p>Porque ela n\u00e3o tinha ido at\u00e9 l\u00e1 para ouvir um sim.<\/p>\n<p>Ela tinha ido plantar.<\/p>\n<p>\u2014 Ele vai pensar nisso hoje \u00e0 noite \u2014 disse ela, para o escuro. \u2014 E amanh\u00e3. E depois de amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Ela parou e olhou para a vila l\u00e1 embaixo, com as luzinhas acesas.<\/p>\n<p>\u2014 E, quando chegar o dia em que ele estiver muito cansado, e com muito medo, e achando que \u00e9 culpa dele&hellip;<\/p>\n<p>Ela voltou a andar.<\/p>\n<p>\u2014 &hellip;ele vai lembrar que tem uma porta, e que eu fui educada o bastante para bater antes de entrar.<\/p>\n<hr>\n<h2>O Fim do Epis\u00f3dio 12<\/h2>\n<h3>A li\u00e7\u00e3o desta noite<\/h3>\n<p>Tem um jeito de mentir que \u00e9 o mais perigoso de todos, e hoje a gente viu ele funcionando.<\/p>\n<p>Repara: a Ker n\u00e3o mentiu uma \u00fanica vez.<\/p>\n<p>Tudo o que ela falou para o Shun era verdade. Ele \u00e9 mesmo a pessoa que deixa todo mundo entrar. Um deus ruim j\u00e1 usou o corpo dele mesmo. Ele \u00e9 mesmo o mais f\u00e1cil de alcan\u00e7ar dos cinco.<\/p>\n<p>Verdade, verdade e verdade.<\/p>\n<p>S\u00f3 que ela pegou essas tr\u00eas verdades e montou com elas uma frase falsa: <strong>&ldquo;o problema \u00e9 voc\u00ea&rdquo;<\/strong>.<\/p>\n<p>Isso existe na vida de verdade, e \u00e9 bom saber reconhecer cedo.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes algu\u00e9m pega uma coisa boa que voc\u00ea tem \u2014 voc\u00ea \u00e9 calmo, voc\u00ea \u00e9 bonzinho, voc\u00ea n\u00e3o gosta de brigar, voc\u00ea chora f\u00e1cil \u2014 e te conta essa coisa ao contr\u00e1rio, como se fosse um defeito, como se fosse o motivo de tudo estar dando errado.<\/p>\n<p>Quando isso acontecer, lembra do que o Ikki fez.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o disse &ldquo;n\u00e3o \u00e9 verdade&rdquo;. Ele disse: <strong>&ldquo;\u00e9 verdade, e n\u00e3o \u00e9 defeito&rdquo;<\/strong>.<\/p>\n<p>Porque a mesma porta destrancada que deixou um deus ruim entrar uma vez \u00e9 a porta por onde entram, todos os dias, as pessoas que amam o Shun.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o conserta uma coisa boa trancando ela.<\/p>\n<p>E tem a \u00faltima li\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a mais importante de todas.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m te convence de que o problema do mundo \u00e9 voc\u00ea, e de que todo mundo ficaria melhor sem voc\u00ea por perto \u2014 essa pessoa n\u00e3o est\u00e1 te ajudando. <strong>Nunca<\/strong> est\u00e1.<\/p>\n<p>Quem gosta de voc\u00ea de verdade segura o seu rosto com as duas m\u00e3os, manda voc\u00ea olhar, e conta a hist\u00f3ria inteira.<\/p>\n<p><em>Fim do Epis\u00f3dio 12. A aventura continua.<\/em><\/p>\n<hr>\n<p><em>Boa noite, pequeno guerreiro. Amanh\u00e3: algu\u00e9m que j\u00e1 morreu uma vez volta, e n\u00e3o queria ter voltado.<\/em><\/p>\n<aside class=\"sdc-note sdc-note-imagined\"><strong>Nota ao final do epis\u00f3dio<\/strong><\/p>\n<p>Na organiza\u00e7\u00e3o desta cole\u00e7\u00e3o de f\u00e3, os epis\u00f3dios 1 a 6 s\u00e3o apresentados como adapta\u00e7\u00e3o das fases publicadas. Este epis\u00f3dio faz parte de uma continua\u00e7\u00e3o imaginada de f\u00e3, preparada por Rafael com aux\u00edlio de IA.<\/p>\n<\/aside>\n<p class=\"sdc-credits\"><strong>14+ \u00b7 Indica\u00e7\u00e3o editorial deste site.<\/strong> Leitura recomendada a partir de 14 anos, com conflitos, viol\u00eancia e morte em contexto ficcional. N\u00e3o \u00e9 classifica\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p class=\"sdc-credits\">Obra original: <cite>Saint Seiya<\/cite>, de Masami Kurumada. Adapta\u00e7\u00e3o e continua\u00e7\u00e3o narrativa de f\u00e3 preparadas por Rafael com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial. Projeto independente, sem v\u00ednculo oficial com os titulares da obra.<\/p>\n<nav class=\"sdc-nav\" aria-label=\"Navega\u00e7\u00e3o entre epis\u00f3dios\"><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-11\/\">\u2190 Epis\u00f3dio 11<\/a><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/\">Todos os epis\u00f3dios<\/a><a href=\"\/index.php\/saga-dos-ceus\/episodio-13\/\">Epis\u00f3dio 13 \u2192<\/a><\/nav>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passado Presente Futuro \u00b7 Saga dos C\u00e9us Epis\u00f3dio 12: A Primeira Rachadura \u2190 Epis\u00f3dio 11Todos os epis\u00f3diosEpis\u00f3dio 13 \u2192 Cap\u00edtulo 1 \u2014 O deus que n\u00e3o veio lutar Seiya deu um passo \u00e0 frente e levantou o punho na dire\u00e7\u00e3o do c\u00e9u rachado. \u2014 Abaixa o bra\u00e7o, garoto. A voz de Apolo n\u00e3o foi alta&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":4000,"menu_order":12,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_kad_blocks_custom_css":"","_kad_blocks_head_custom_js":"","_kad_blocks_body_custom_js":"","_kad_blocks_footer_custom_js":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"hide","_kad_post_layout":"fullwidth","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"unboxed","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"class_list":["post-4012","page","type-page","status-publish","hentry"],"taxonomy_info":[],"featured_image_src_large":false,"author_info":{"display_name":"Rafael Vinicius Otsuzi","author_link":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/author\/dr-rafael-otsuzi\/"},"comment_info":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4012"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4012\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4034,"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4012\/revisions\/4034"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/passadopresentefuturo.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}